No Estadão online. por Gustavo Chacara.
Descartando por enquanto uma intervenção externa na Síria, especialmente
depois do fracasso na aprovação de uma resolução no Conselho de Segurança da
ONU, os Estados Unidos e seus aliados europeus e árabes optaram por treinar e
armar a oposição para esta ter a capacidade de lutar contra as forças de Bashar
Assad. Ao mesmo tempo tentarão cortar o fornecimento de armamentos para o regime
de Damasco.
Uma das dificuldades tem sido a logística para armar a oposição. Os
principais choques acontecem em Homs, distante da fronteira com a Turquia. Desta
forma, “a mais importante linha de fornecimento de armas para os rebeldes é o
Líbano. Porém, também é a mais complicada de manter”, de acordo com análise da
Stratfor.
A Síria mantém uma ampla rede de operações dentro do Líbano, que foi ocupado
por tropas sírias por cerca de três décadas até 2005. Além disso, o regime de
Assad conta com o apoio do Hezbollah, que é praticamente um Estado dentro do
Estado no território libanês, sendo um dos integrantes da coalizão governamental
– porém, ao contrário do que afirmam, está longe de controlar a administração
libanesa.
“Os rebeldes sírios possuem duas principais rotas. Uma delas, é através da
região norte do vale do Beqa em direção a Homs. A outra parte da área central do
vale do Beqa, cruzando as montanhas do anti-Líbano, chegando a Zabadany, nos
subúrbios de Damasco”, afirma Reva Bhalla, da Stratfor. Por este motivo, estas
são justamente as duas áreas com mais levantes armados contra o regime de
Assad.
O Hezbollah, apesar de poderoso, enfrenta dificuldades para atuar nestas
regiões, majoritariamente sunitas dentro do Líbano, onde facções ligadas ao
ex-premiê libanês, Saad Hariri, inimigo aberto de Assad, controlam a fronteira.
“Ainda assim, a organização xiita, junto com membros da Guarda Revolucionária do
Irã e agentes do regime sírio, tem agido intimidado os adversários através de
seqüestros e até mesmo assassinatos”, afirma a Stratfor.
Segundo Wayne White, ex-diretor de inteligência de Oriente Médio no
Departamento de Estado, os EUA também tentam “monitorar
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