quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Como Assad e os opositores sírios conseguem armas.

No Estadão online. por Gustavo Chacara.
Descartando por enquanto uma intervenção externa na Síria, especialmente depois do fracasso na aprovação de uma resolução no Conselho de Segurança da ONU, os Estados Unidos e seus aliados europeus e árabes optaram por treinar e armar a oposição para esta ter a capacidade de lutar contra as forças de Bashar Assad. Ao mesmo tempo tentarão cortar o fornecimento de armamentos para o regime de Damasco.

Uma das dificuldades tem sido a logística para armar a oposição. Os principais choques acontecem em Homs, distante da fronteira com a Turquia. Desta forma, “a mais importante linha de fornecimento de armas para os rebeldes é o Líbano. Porém, também é a mais complicada de manter”, de acordo com análise da Stratfor.
A Síria mantém uma ampla rede de operações dentro do Líbano, que foi ocupado por tropas sírias por cerca de três décadas até 2005. Além disso, o regime de Assad conta com o apoio do Hezbollah, que é praticamente um Estado dentro do Estado no território libanês, sendo um dos integrantes da coalizão governamental – porém, ao contrário do que afirmam, está longe de controlar a administração libanesa.
“Os rebeldes sírios possuem duas principais rotas. Uma delas, é através da região norte do vale do Beqa em direção a Homs. A outra parte da área central do vale do Beqa, cruzando as montanhas do anti-Líbano, chegando a Zabadany, nos subúrbios de Damasco”, afirma Reva Bhalla, da Stratfor. Por este motivo, estas são justamente as duas áreas com mais levantes armados contra o regime de Assad.
O Hezbollah, apesar de poderoso, enfrenta dificuldades para atuar nestas regiões, majoritariamente sunitas dentro do Líbano, onde facções ligadas ao ex-premiê libanês, Saad Hariri, inimigo aberto de Assad, controlam a fronteira. “Ainda assim, a organização xiita, junto com membros da Guarda Revolucionária do Irã e agentes do regime sírio, tem agido intimidado os adversários através de seqüestros e até mesmo assassinatos”, afirma a Stratfor.
Segundo Wayne White, ex-diretor de inteligência de Oriente Médio no Departamento de Estado, os EUA também tentam “monitorar

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