Propaganda enganosa do falso ambientalismo
Xico Graziano
Tenho lido, intrigado, algumas notícias insólitas abordando assuntos do campo. Aqui mesmo, no Estadão, deparei-me dias atrás com a seguinte manchete: Cidades geram apenas 2,5% do lixo do planeta. Vai sobrar para a agricultura, pensei.
Não deu outra. Segundo a matéria, a pecuária lidera a geração de resíduos sólidos no mundo, com 39% do volume total. Somando-se ao ramo vegetal, 58% do lixo do planeta estaria sendo gerado na zona rural. Será mesmo? Da atividade mineradora viriam outros 38% dos resíduos, compostos estes por pedras e escórias, naturalmente. Conclusão: cabe às cidades mínima parcela do lixo mundial. Dá para acreditar nisso?
Impossível. Obviamente algum equívoco permeia a notícia. E é fácil perceber. O estudo citado na matéria considerou 'lixo' o esterco dos animais, colocando os excrementos que fertilizam o pasto na mesma caçamba da imundície coletada nas ruas. Francamente falando, equiparar a sujeira urbana com os dejetos animais configura crasso engano. Um lixo de informação.
É óbvio ululante que o drama dos resíduos sólidos pertence à moderna civilização industrializada, assentada no consumismo desenfreado estimulado pelo marketing. Montanhas de lixo se acumulam, ou se enterram e se queimam alhures, constituídas por recipientes e produtos variados, plásticos e latas, restos do desperdício alimentar e social. Um drama urbano.
Os detritos empesteiam, claro, algumas áreas rurais. Mas, para surpresa de muitos, o Brasil é campeão mundial na reciclagem das embalagens de produtos agrotóxicos. A ação de logística reversa, coordenada pelo Instituto Nacional de Processamento de Embalagens Vazias (inpEV), envolve 84 empresas fabricantes, aliando cooperativas, revendedores e produtores rurais capazes de retirar 95% das invólucros venenosos distribuídos na roça. Atitude exemplar.
É bem verdade que nos modernos confinamentos de gado o acúmulo de animais em pequena área provoca impactos ambientais semelhantes aos dejetos domésticos do esgoto. Disposição correta e tratamento se exigem para evitar a poluição de mananciais. Definitivamente, porém, esterco animal e restos orgânicos das colheitas não pertencem à mesma balança do lixo citadino.
Dizia-se antigamente que a 'mentira tem perna curta'. Hoje em dia, com a facilidade da comunicação via internet, certas balelas espicham suas pernas, espraiando-se incontrolavelmente nos circuitos das redes sociais. Uma informação deformada, se curiosa, acaba sendo um perigo.
Peguem novo exemplo. Os vegetarianos sempre combateram o consumo de carne, associando-o, por motivos religiosos ou humanitários, à desumanidade da caça ou do abate dos animais. Mais recentemente, porém, seus radicais descobriram uma maneira inteligente de depreciar a carne, a bovina especialmente, associando-a ao aquecimento global. Comer carne virou, para eles, problema ecológico.
Acontece que os animais ruminantes liberam gases no processo da fermentação em seu estômago. Com poder de efeito estufa maior que o dióxido de carbono (CO2), o metano advindo da eructação bovina preocupa há tempos a zootecnia. Alteração nas dietas animais, entre pasto e rações, bem como aditivos configuram técnicas pesquisadas para interferir na digestão entérica, reduzindo o arroto dos bichos.
Por outro lado, cientistas do clima crescentemente desconfiam que o efeito estufa causado pelo metano seja bem menor do que se convencionou em laboratórios. Acontece que na realidade da atmosfera os raios infravermelhos provocam um fenômeno de 'radiação de corpo negro', que reduz o potencial de aquecimento do metano, caindo de 23 para 4 a 5 vezes o equivalente em CO2. A queda é enorme.
Os agrônomos teimam em não aceitar que as emissões de carbono liberadas no processo orgânico sejam comparadas às oriundas do petróleo. Esta via é fóssil e a outra, renovável. Mais ainda, a ruminação faz parte do ciclo da vida planetária: a pastagem que alimenta o gado cresce realizando a fotossíntese, absorvendo gás carbônico, liberado posteriormente em forma de metano.
Quando se considera esse fluxo de carbono, a conta ambiental da pecuária quase zera. Por essa razão a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) reviu suas posições e lançou um programa - Mitigation of Climate Change in Agriculture (Micca) - defendendo novo enfoque no estudo das alterações climáticas na agricultura. A Embrapa segue esse caminho.
O assunto, como se percebe, é complexo. Nada disso, porém, interessa aos ativistas vegetarianos, como Pankaj Goswami, que publicou no site GreenDiary (2006) um cálculo simplista comparando a emissão de carbono oriunda dos rebanhos bovinos com a advinda dos veículos automotores. E concluiu algo como 'as vacas do mundo poluem mais que os automóveis'. Uma afronta ao óbvio.
O risco da falácia espalha-se na internet. Mecanismos de busca, juntamente com o famigerado copia-e-cola, permitem que as pessoas se manifestem sobre o que pouco entendem. Leigas, misturam argumentos, trocam o raciocínio, confundem laranja com banana, escrevem bobagens sem a menor noção. Repetem argumentos que, em muitos casos, são meros slogans, para não dizer boas asneiras. Gente séria entra na roubada.
Não tem lógica, em nome da ecologia, amaldiçoar a boiada e oferecer salvo-conduto aos automóveis. Também não faz sentido afirmar que no campo se gera mais lixo que na cidade, ou inventar que se gasta mais água para produzir um bife do que para fabricar um carro. Tais comparações são insensatas.
Na roça, quando o caboclo escuta uma coisa inusitada, ele fica sestroso, desconfiado. Seu primeiro impulso, algo sábio, é raciocinar com a simplicidade do óbvio, um bom conselheiro da verdade.
OESP, 18 de outubro de 2011.
publicado por D. Bertrand, blog Paz no Campo
segunda-feira, 31 de outubro de 2011
quinta-feira, 27 de outubro de 2011
Porquê?
Por Pilar Rahola
Quem é Pilar Rahola?
Pilar Rahola é um político espanhol, jornalista e activista e membro da esquerda espanhola. Os seus artigos são publicados em Espanha e em alguns dos mais importantes jornais da América Latina.
"Porque não vemos manifestações contra as ditaduras islâmicas em Londres, Paris, Barcelona?
Ou manifestações contra a ditadura birmanesa?
Porque não há manifestações contra a escravidão de milhões de mulheres que vivem sem qualquer protecção legal?
Porque não há manifestações contra o uso de crianças como bombas humanas?
Porque houve uma ausência de liderança no apoio às vítimas da ditadura islâmica do Sudão?
Porque é que nunca há qualquer indignação contra os atos de terrorismo cometidos contra Israel?
Porque não há clamor pela esquerda europeia contra o fanatismo islâmico?
Porque não defender o direito de Israel a existir?
Porque confundir apoio à causa Palestina com a defesa do terrorismo palestino?
E, finalmente, a questão de um milhão de dólares: Porque a esquerda na Europa e em todo o mundo obcecado com as duas democracias mais sólidas, os Estados Unidos e Israel, e não com as piores ditaduras do planeta? As duas democracias mais sólidas, que têm sofrido ataques mais sangrentos do terrorismo e que a esquerda não se importa.
E então, o conceito de liberdade. Em cada fórum europeu pró-palestino, ouço os gritos da esquerda com fervor: "Queremos liberdade para o povo!"
Não é verdade. Eles nunca estão preocupados com a liberdade para o povo da Síria, Yémen, Irão, Sudão, por exemplo. Nunca se preocupam quando o Hamas destrói a liberdade dos palestinianos. Essa esquerda só está preocupada com a utilização do conceito de liberdade Palestina como uma arma contra a liberdade de Israel. As consequências resultantes dessas patologias ideológicas é a manipulação da imprensa.
A imprensa internacional causa danos graves ao relatar sobre a questão israelo-palestina. Sobre este assunto não informam, fazem sim propaganda maliciosa.
Ao relatar sobre Israel, a maioria dos jornalistas esquecem-se do código de ética jornalista.
E assim, qualquer ato de Israel à autodefesa torna-se um massacre, e qualquer confronto, o genocídio. Tantas coisas estúpidas que já foram escritas sobre Israel, que não há qualquer acusação, que se possa produzir contra o jornalista.
Ao mesmo tempo, nunca a imprensa discutiu a interferência da Síria e do Irão na propagação da violência contra Israel, a doutrinação das crianças e da corrupção dos palestinianos.
E quando a informação sobre as vítimas, cada vítima Palestina é relatada como tragédia e todas as vítimas israelitas é camuflada, escondida ou relatada com desdém.
E deixem-me acrescentar sobre o tema da esquerda espanhola. Muitos são os exemplos que ilustram o anti-americanismo e sentimentos anti-israelitas que definem a esquerda espanhola. Por exemplo, um dos partidos de esquerda em Espanha expulsou um dos seus membros, por este ter criado um site pró-Israel. Passo a citar o documento de afastamento: "Os nossos amigos são o povo do Irão, da Líbia e da Venezuela, oprimidos pelo imperialismo, e não um estado nazista como Israel".
Um outro exemplo, o socialista de Campozuelos, presidente da Câmara, trocou o dia do Shoah ( homenagem às vítimas do Holocausto), pelo dia Nabka Day, que lamenta a criação do Estado de Israel, mostrando desprezo por seis milhões de judeus europeus assassinados no Holocausto.
Ou na minha cidade natal de Barcelona, onde o município decidiu comemorar o 60º aniversário da criação do Estado de Israel, mas, também promover uma semana de solidariedade para com o povo palestino. Assim, convidou Leila Khaled, uma famosa terrorista dos anos 70 e actual líder da Frente Popular para a Libertação da Palestina, uma organização terrorista assim descrito pela União Europeia, que promove a utilização de bombas contra Israel.
Desta forma politicamente correta de pensar até os discursos do presidente Zapatero foram poluídos por ela. A sua política externa cai dentro da esquerda lunática e em questões do Médio Oriente, é inequivocamente pró-árabe. Posso assegurar-vos que em locais privados, Zapatero culpa Israel pelo conflito no Médio Oriente, e as políticas de Moratinos, ministro dos Negócios Estrangeiros reflectem isso. O facto de Zapatero ter escolhido usar um kafiah no meio do conflito do Líbano, não é coincidência, é um símbolo.
A Espanha sofreu o pior ataque terrorista na Europa, e está na mira de todas as organizações terroristas islâmicas. Como eu escrevi antes, eles matam-nos com celulares conectados a satélites, mas também conectados à Idade Média.
E ainda, a esquerda espanhola é a mais anti-Israel no mundo.
E afirma ser anti-Israel por ser solidária. Esta é a loucura que eu quero denunciar nesta conferência.
Conclusão:
Eu não sou judia. Ideologicamente eu sou de esquerda e jornalista de profissão. Porque não sou anti-Israel, como os meus colegas? Porque, como uma não-judia tenho a responsabilidade histórica de lutar contra o ódio judaico e, actualmente, contra o ódio da sua pátria histórica, Israel. Lutar contra o anti-semitismo não é somente um dever dos judeus, mas também o é dos não-judeus.
Como jornalista é meu dever procurar a verdade além do preconceito, mentiras e manipulações. A verdade sobre Israel não é contada. Como uma pessoa de esquerda que ama o progresso, sou obrigada a defender a liberdade, a cultura, a educação cívica para as crianças, a convivência e as leis que as tábuas da aliança tornaram em princípios universais.
Princípios que o fundamentalismo islâmico sistematicamente destrói. Com isto, quero dizer que, como uma não-judia, jornalista e de esquerda, tenho o dever moral a triplicar para com Israel, porque, se Israel for destruído, a liberdade, a modernidade e a cultura serão destruídas também.
Artigo do Blog Shalom
Quem é Pilar Rahola?
Pilar Rahola é um político espanhol, jornalista e activista e membro da esquerda espanhola. Os seus artigos são publicados em Espanha e em alguns dos mais importantes jornais da América Latina.
"Porque não vemos manifestações contra as ditaduras islâmicas em Londres, Paris, Barcelona?
Ou manifestações contra a ditadura birmanesa?
Porque não há manifestações contra a escravidão de milhões de mulheres que vivem sem qualquer protecção legal?
Porque não há manifestações contra o uso de crianças como bombas humanas?
Porque houve uma ausência de liderança no apoio às vítimas da ditadura islâmica do Sudão?
Porque é que nunca há qualquer indignação contra os atos de terrorismo cometidos contra Israel?
Porque não há clamor pela esquerda europeia contra o fanatismo islâmico?
Porque não defender o direito de Israel a existir?
Porque confundir apoio à causa Palestina com a defesa do terrorismo palestino?
E, finalmente, a questão de um milhão de dólares: Porque a esquerda na Europa e em todo o mundo obcecado com as duas democracias mais sólidas, os Estados Unidos e Israel, e não com as piores ditaduras do planeta? As duas democracias mais sólidas, que têm sofrido ataques mais sangrentos do terrorismo e que a esquerda não se importa.
E então, o conceito de liberdade. Em cada fórum europeu pró-palestino, ouço os gritos da esquerda com fervor: "Queremos liberdade para o povo!"
Não é verdade. Eles nunca estão preocupados com a liberdade para o povo da Síria, Yémen, Irão, Sudão, por exemplo. Nunca se preocupam quando o Hamas destrói a liberdade dos palestinianos. Essa esquerda só está preocupada com a utilização do conceito de liberdade Palestina como uma arma contra a liberdade de Israel. As consequências resultantes dessas patologias ideológicas é a manipulação da imprensa.
A imprensa internacional causa danos graves ao relatar sobre a questão israelo-palestina. Sobre este assunto não informam, fazem sim propaganda maliciosa.
Ao relatar sobre Israel, a maioria dos jornalistas esquecem-se do código de ética jornalista.
E assim, qualquer ato de Israel à autodefesa torna-se um massacre, e qualquer confronto, o genocídio. Tantas coisas estúpidas que já foram escritas sobre Israel, que não há qualquer acusação, que se possa produzir contra o jornalista.
Ao mesmo tempo, nunca a imprensa discutiu a interferência da Síria e do Irão na propagação da violência contra Israel, a doutrinação das crianças e da corrupção dos palestinianos.
E quando a informação sobre as vítimas, cada vítima Palestina é relatada como tragédia e todas as vítimas israelitas é camuflada, escondida ou relatada com desdém.
E deixem-me acrescentar sobre o tema da esquerda espanhola. Muitos são os exemplos que ilustram o anti-americanismo e sentimentos anti-israelitas que definem a esquerda espanhola. Por exemplo, um dos partidos de esquerda em Espanha expulsou um dos seus membros, por este ter criado um site pró-Israel. Passo a citar o documento de afastamento: "Os nossos amigos são o povo do Irão, da Líbia e da Venezuela, oprimidos pelo imperialismo, e não um estado nazista como Israel".
Um outro exemplo, o socialista de Campozuelos, presidente da Câmara, trocou o dia do Shoah ( homenagem às vítimas do Holocausto), pelo dia Nabka Day, que lamenta a criação do Estado de Israel, mostrando desprezo por seis milhões de judeus europeus assassinados no Holocausto.
Ou na minha cidade natal de Barcelona, onde o município decidiu comemorar o 60º aniversário da criação do Estado de Israel, mas, também promover uma semana de solidariedade para com o povo palestino. Assim, convidou Leila Khaled, uma famosa terrorista dos anos 70 e actual líder da Frente Popular para a Libertação da Palestina, uma organização terrorista assim descrito pela União Europeia, que promove a utilização de bombas contra Israel.
Desta forma politicamente correta de pensar até os discursos do presidente Zapatero foram poluídos por ela. A sua política externa cai dentro da esquerda lunática e em questões do Médio Oriente, é inequivocamente pró-árabe. Posso assegurar-vos que em locais privados, Zapatero culpa Israel pelo conflito no Médio Oriente, e as políticas de Moratinos, ministro dos Negócios Estrangeiros reflectem isso. O facto de Zapatero ter escolhido usar um kafiah no meio do conflito do Líbano, não é coincidência, é um símbolo.
A Espanha sofreu o pior ataque terrorista na Europa, e está na mira de todas as organizações terroristas islâmicas. Como eu escrevi antes, eles matam-nos com celulares conectados a satélites, mas também conectados à Idade Média.
E ainda, a esquerda espanhola é a mais anti-Israel no mundo.
E afirma ser anti-Israel por ser solidária. Esta é a loucura que eu quero denunciar nesta conferência.
Conclusão:
Eu não sou judia. Ideologicamente eu sou de esquerda e jornalista de profissão. Porque não sou anti-Israel, como os meus colegas? Porque, como uma não-judia tenho a responsabilidade histórica de lutar contra o ódio judaico e, actualmente, contra o ódio da sua pátria histórica, Israel. Lutar contra o anti-semitismo não é somente um dever dos judeus, mas também o é dos não-judeus.
Como jornalista é meu dever procurar a verdade além do preconceito, mentiras e manipulações. A verdade sobre Israel não é contada. Como uma pessoa de esquerda que ama o progresso, sou obrigada a defender a liberdade, a cultura, a educação cívica para as crianças, a convivência e as leis que as tábuas da aliança tornaram em princípios universais.
Princípios que o fundamentalismo islâmico sistematicamente destrói. Com isto, quero dizer que, como uma não-judia, jornalista e de esquerda, tenho o dever moral a triplicar para com Israel, porque, se Israel for destruído, a liberdade, a modernidade e a cultura serão destruídas também.
Artigo do Blog Shalom
terça-feira, 25 de outubro de 2011
A fábula da galinha porca capitalista
Uma galinha achou alguns grãos de trigo e disse aos vizinhos:
- Se plantarmos este trigo, teremos pão para comer. Alguém me quer ajudar a plantá-lo?
- Eu não! - disse a vaca.
- Nem eu, tenho mais que fazer! - emendou o pato.
- Eu também não - retorquiu o porco.
- Eu muito menos - completou o bode.
- Então, eu mesma planto - disse a galinha.
E assim o fez. O trigo cresceu alto e amadureceu, com grãos dourados.
- Quem vai me ajudar a colher o trigo? - quis saber a galinha.
- Eu não - disse o pato.
- Não faz parte das minhas funções - disse o porco.
- Não, depois de tantos anos de serviço - exclamou a vaca.
- Eu me arriscaria a perder o seguro-desemprego - disse o bode.
- Então, eu mesma colho - disse a galinha, e colheu o trigo, ela própria.
Finalmente, chegara a hora de preparar o pão.
- Quem me vai ajudar a cozer o pão? - indagou a galinha.
- Eu fugi da escola e nunca aprendi a fazer pão - disse o porco.
- Eu não posso por em risco meu auxílio-doença - continuou o pato.
- Caso só eu ajude, é discriminação - resmungou o bode.
- Só se me pagarem hora extra - exclamou a vaca.
- Então, eu mesma faço - exclamou a pequena galinha. Ela assou cinco pães, e pôs todos numa cesta para que os vizinhos pudessem ver.
De repente, todo mundo queria pão, e exigiu um pedaço. A galinha simplesmente disse:
- Não! Vou comer os cinco pães sozinha.
- Lucros excessivos, sua agiota burguesa! - gritou a vaca.
- Sanguessuga capitalista! - exclamou o pato.
- Eu exijo direitos iguais! - bradou o bode.
O porco grunhiu: - A Paz, o Pão e a Educação são para todos! Direitos do Povo!
Pintaram faixas e cartazes dizendo “Injustiça Social” e marcharam em protesto contra a galinha, gritando palavras de ordem: “Fascista”, “O pão é nosso!”, “País rico é país com pães para todos!”, “Exijo a minha cota de pães!”, “Morte aos padeiros que lucram com a fome!”.
Chamado um fiscal do governo, disse à pobre galinha:
- Você, galinha, não pode ser assim tão egoísta. Você ganhou pão a mais, tem de pagar muito imposto.
- Mas dona Raposa, eu ganhei esse pão com meu próprio trabalho e suor - defendeu-se a galinha. Os outros não quiseram trabalhar! - retorquiu sentida.
- Exatamente - disse o funcionário do governo - essa é a vantagem da livre iniciativa. Qualquer pessoa, numa empresa, pode ganhar o que quiser. Pode trabalhar ou não trabalhar. Mas, de acordo com a nossa moderna legislação, a mais avançada do Mundo, os trabalhadores mais produtivos têm que dividir o produto do trabalho com os que não fazem nada. Além disso, existe a mais-valia, o Imposto de Renda, o IPTU, o IPVA, o IPI, o ICMS, o mensalão, as Organizações NÃO Governamentais que vivem às custas de dinheiro público, etc., etc., que têm de ser pagos para garantir a nossa Saúde, a nossa Educação e a nossa Justiça! Todas elas as melhores do Mundo!
E todos viveram felizes para sempre, inclusive a pequena galinha, que sorriu e cacarejou: "eu estou grata", "eu estou grata".
Mas os vizinhos sempre se perguntavam por que a galinha nunca mais fez um pão.
Retirado do site Vanguarda Popular
- Se plantarmos este trigo, teremos pão para comer. Alguém me quer ajudar a plantá-lo?
- Eu não! - disse a vaca.
- Nem eu, tenho mais que fazer! - emendou o pato.
- Eu também não - retorquiu o porco.
- Eu muito menos - completou o bode.
- Então, eu mesma planto - disse a galinha.
E assim o fez. O trigo cresceu alto e amadureceu, com grãos dourados.
- Quem vai me ajudar a colher o trigo? - quis saber a galinha.
- Eu não - disse o pato.
- Não faz parte das minhas funções - disse o porco.
- Não, depois de tantos anos de serviço - exclamou a vaca.
- Eu me arriscaria a perder o seguro-desemprego - disse o bode.
- Então, eu mesma colho - disse a galinha, e colheu o trigo, ela própria.
Finalmente, chegara a hora de preparar o pão.
- Quem me vai ajudar a cozer o pão? - indagou a galinha.
- Eu fugi da escola e nunca aprendi a fazer pão - disse o porco.
- Eu não posso por em risco meu auxílio-doença - continuou o pato.
- Caso só eu ajude, é discriminação - resmungou o bode.
- Só se me pagarem hora extra - exclamou a vaca.
- Então, eu mesma faço - exclamou a pequena galinha. Ela assou cinco pães, e pôs todos numa cesta para que os vizinhos pudessem ver.
De repente, todo mundo queria pão, e exigiu um pedaço. A galinha simplesmente disse:
- Não! Vou comer os cinco pães sozinha.
- Lucros excessivos, sua agiota burguesa! - gritou a vaca.
- Sanguessuga capitalista! - exclamou o pato.
- Eu exijo direitos iguais! - bradou o bode.
O porco grunhiu: - A Paz, o Pão e a Educação são para todos! Direitos do Povo!
Pintaram faixas e cartazes dizendo “Injustiça Social” e marcharam em protesto contra a galinha, gritando palavras de ordem: “Fascista”, “O pão é nosso!”, “País rico é país com pães para todos!”, “Exijo a minha cota de pães!”, “Morte aos padeiros que lucram com a fome!”.
Chamado um fiscal do governo, disse à pobre galinha:
- Você, galinha, não pode ser assim tão egoísta. Você ganhou pão a mais, tem de pagar muito imposto.
- Mas dona Raposa, eu ganhei esse pão com meu próprio trabalho e suor - defendeu-se a galinha. Os outros não quiseram trabalhar! - retorquiu sentida.
- Exatamente - disse o funcionário do governo - essa é a vantagem da livre iniciativa. Qualquer pessoa, numa empresa, pode ganhar o que quiser. Pode trabalhar ou não trabalhar. Mas, de acordo com a nossa moderna legislação, a mais avançada do Mundo, os trabalhadores mais produtivos têm que dividir o produto do trabalho com os que não fazem nada. Além disso, existe a mais-valia, o Imposto de Renda, o IPTU, o IPVA, o IPI, o ICMS, o mensalão, as Organizações NÃO Governamentais que vivem às custas de dinheiro público, etc., etc., que têm de ser pagos para garantir a nossa Saúde, a nossa Educação e a nossa Justiça! Todas elas as melhores do Mundo!
E todos viveram felizes para sempre, inclusive a pequena galinha, que sorriu e cacarejou: "eu estou grata", "eu estou grata".
Mas os vizinhos sempre se perguntavam por que a galinha nunca mais fez um pão.
Retirado do site Vanguarda Popular
sábado, 24 de setembro de 2011
Trem Bala
Está em andamento um projeto para construir um trem de alta velocidade (TAV), popularmente conhecido como “trem-bala” entre Rio e Campinas, passando por São Paulo. É um trem de passageiros (sem possibilidade de uso para transporte de cargas, a não ser pequenas encomendas), com possíveis estações intermediárias em São José dos Campos, Aparecida do Norte, Resende, Volta Redonda e Barra Mansa. Os aeroportos de Viracopos (Campinas), Guarulhos (São Paulo) e Galeão (Rio de Janeiro) também seriam servidos por estações. A distância total a ser percorrida é de 511 km, sendo que o trecho principal (Rio – São Paulo) teria 412 km. O tempo mínimo de viagem entre Rio e São Paulo seria de 1 hora e 33 minutos, caso venha a ser possível atingir velocidade máxima de 300 km por hora e sem paradas. A viagem do Rio a Campinas, com paradas, levaria 2 horas e 27 minutos.
No atual estágio de desenvolvimento da infraestrutura no Brasil, este não parece ser um investimento que valha a pena. A razão é simples: ele vai consumir um volume elevado de recursos públicos (entre R$ 15 bilhões e R$ 36 bilhões)[1], fora o montante adicional a ser aportado por investidores privados (o custo total da obra está orçado oficialmente em R$ 34,6 bilhões, mas pode chegar facilmente aos R$ 50 bilhões, devido a subestimativas de custos no projeto de viabilidade).
Para que se tenha uma idéia de como o projeto é caro, a tabela abaixo compara o orçamento oficial do TAV com outras obras. Colocar entre R$ 15 bilhões e R$ 36 bilhões de dinheiro do Tesouro em um único projeto, significa gastar mais do que tudo o que foi investido em ferrovias entre 1999 e 2008. Trata-se, portanto, de um gasto de vulto que vai drenar dinheiro que poderia ser aplicado em outros investimentos públicos.
Custo total estimado para construção do TAV Rio de Janeiro – Campinas, para outros projetos de infraestrutura de grande vulto e despesa efetivamente realizada em infraestrutura ferroviária e aeroportuária
R$ bilhões
TAV 1 34,6
Usina Hidrelétrica de Belo Monte 2 19,0
Usina Hidrelétrica de Santo Antônio 3 8,8
Usina Hidrelétrica de Jirau 4 8,7
Ferrovia Norte-Sul 5 6,5
Ferrovia Transnordestina 6 5,4
Transposição do Rio São Francisco 7 4,5
Invest. público e privado em ferrovias de 1999 a 2008 8 16,6
Invest. público em aeroportos de 1999 a 2008 9 3,1
Elaborado pelo autor. Fontes: ver http://www.senado.gov.br/senado/conleg/textos_discussao/NOVOS%20TEXTOS/TD%2082%20-%20Marcos%20Mendes.pdf
Sem dúvida que a idéia de viajar do Rio a São Paulo em um transporte moderno, sem correr o risco de aeroportos fechados ou congestionados, é atrativa. Porém, sempre que se pretende colocar dinheiro público em um empreendimento, a primeira pergunta a ser feita é: existe aplicação melhor para esse dinheiro? E no caso do TAV, parece haver muitos outros investimentos de retorno econômico e social mais elevados, que deveriam ser considerados prioritariamente.
O PROJETO NÃO É PRIORITÁRIO
O principal serviço a ser prestado pelo TAV é o transporte de pessoas de alta renda no eixo Rio – São Paulo – Campinas. Trata-se de um serviço que já é prestado (ainda que com alguns problemas) pela ponte aérea e pelas rodovias, sem necessidade de subsídio público. Em um país com grandes carências na área de infraestrutura, o TAV não passa de um bem de luxo.
Apenas para citar um exemplo, no Brasil apenas 59% dos domicílios particulares permanentes são atendidos por rede coletora de esgoto ou fossa séptica ligada à rede coletora e 84% são atendidos por rede geral de abastecimento de água; enquanto países do leste asiático e da OCDE já universalizaram esse atendimento.
O que será que geraria maior benefício à população brasileira: um transporte rápido entre Rio e São Paulo, ou um investimento maciço na direção da universalização do acesso á água e esgoto? Estudo coordenado pelo economista Marcelo Neri mostra que a disponibilidade de água filtrada e acesso à rede de esgoto diminuem em 24% a probabilidade de uma mulher ter algum filho nascido morto. Mostra também que as crianças pobres, do sexo masculino, entre 1 e 6 anos são as principais vítimas da falta de saneamento[2]. Estudo da Agência Nacional de Águas (ANA) indica que até 2015, 55% dos municípios brasileiros (3.059 cidades) poderão ter problemas com abastecimento de água. Com R$ 9,6 bilhões seria possível solucionar o problema nas 256 maiores cidades, que concentram quase a metade da população do país[3].
Ser desenvolvido é viabilizar transporte em trem-bala para a população de alta renda ou é garantir o abastecimento de água e reduzir a mortalidade infantil decorrente da falta de saneamento? Os países que se dão ao luxo de investir nesse trem ultrarápido há muito já resolveram suas carências básicas em infraestrutura.
Para colocar a comparação no campo da infraestrutura de transportes, podemos perguntar se não seria mais interessante investir no transporte público urbano, para reduzir os congestionamentos e aumentar a qualidade do serviço prestado à população (majoritariamente de baixa renda) que dele necessita nos deslocamentos cotidianos. Enquanto o estudo de viabilidade do TAV prevê a realização de 35 milhões de passageiros por ano, o metrô de São Paulo transporta 3,4 milhões de passageiros por dia, o que equivale a 1,24 bilhão de passageiros por ano. O impacto da ampliação da rede de metrô e sua integração com outros transportes públicos sobre a qualidade de vida e a produtividade dos grandes centros urbanos possivelmente seria muito superior ao impacto do TAV.
Não é preciso ser especialista em infraestrutura para saber que outras áreas também estão muito atrasadas no Brasil: estradas necessitam de recuperação e duplicação; há grande concentração de habitações em áreas de risco que precisam ser removidas; os aeroportos são acanhados e estão congestionados; os portos são ineficientes e insuficientes; há déficit na geração e distribuição de energia elétrica, há inúmeros projetos de ferrovias de carga por desenvolver e as já existentes necessitam de investimentos para aumentar sua produtividade.
O PROJETO CONFLITA COM A POLÍTICA MACROECONÔMICA
Mas o problema do TAV não está apenas no fato de não ser um investimento rioritário. Outro problema é que o projeto conflita com as diretrizes de política econômica do governo. Sabe-se que um dos principais problemas macroeconômicos do País é a valorização do real frente ao dólar, que encarece as exportações brasileiras e reduz a competitividade dos produtos nacionais no exterior. Para enfrentar essa dificuldade, nada melhor que investir na redução dos custos incorridos pelos exportadores (o famoso “Custo Brasil”). Na área de infraestrutura, a melhor maneira de fazê-lo parece ser por meio de investimentos no transporte ferroviário de carga e na modernização dos portos. Investir em transporte ferroviário de passageiros em nada ajuda nesse processo.
Outra forma de enfrentar a desvalorização do dólar é por meio de um ajuste fiscal, que reduza a despesa pública como proporção do PIB. Expandir a despesa pública com a construção do TAV não apenas vai contra essa necessidade, como também torna ainda mais restrita a disponibilidade de recursos para outros investimentos de maior prioridade.
O TESOURO ASSUME RISCO FINANCEIRO EXCESSIVO
Outro problema grave está no mecanismo financeiro criado para financiar o investimento. O risco é suportado inteiramente pelo Tesouro Nacional. Isso ocorre porque o BNDES concederá um investimento de R$ 20 bilhões ao consórcio escolhido para fazer a obra. O Tesouro será o garantidor do empréstimo: se o consórcio não pagar, o Tesouro paga ao BNDES. Para tanto, o Tesouro receberá contragarantias da parte do consórcio. Se tiver que honrar o empréstimo, o Tesouro acionará tais contragarantias para ser ressarcido. O problema é que tais contragarantias são muito frágeis. Ficou estabelecido que elas serão representadas pelas ações do consórcio e pela sua receita operacional. Ora, se o TAV enfrentar dificuldades financeiras, as ações vão valer pouco (ações de empresas com problemas se desvalorizam) e a receita operacional será baixa. Logo, as contragarantias não serão suficientes para ressarcir o Tesouro.
E mesmo que o Tesouro receba as ações do consórcio para se ressarcir, isso significará uma estatização do TAV. E o que o governo vai fazer: passar a operar o trem com uma empresa estatal, engordando a administração pública com uma atividade não-típica de governo, e com incentivos à ineficiência? A outra opção seria leiloar novamente a concessão, mas um novo concessionário fará grandes exigências financeiras para assumir o negócio, tendo em vista que as perspectivas de ganho já se mostraram restritas, a ponto de o primeiro concessionário não ter conseguido pagar a dívida do empreendimento.
Frente à ameaça de ter que estatizar o TAV, o resultado provável é que o governo fique refém do consórcio operador do trem, concedendo-lhe mais e mais subsídios fiscais e creditícios ao longo do tempo.
O ESTUDO DE VIABILIDADE É VAGO QUANTO AOS POSSÍVEIS BENEFÍCIOS
Há que se questionar, também, quais seriam os benefícios trazidos pelo TAV. Nesse ponto, o que chama atenção é a superficialidade dos estudos técnicos[4]. Não há qualquer análise oficial que detalhe ou quantifique os benefícios a serem gerados pelo TAV. São apresentadas apenas referências genéricas a potenciais ganhos. Muitos desses alegados benefícios poderão ser, na prática, reduzidos por efeitos colaterais não levados em conta pelo estudo de viabilidade, que deveria não só considerá-los, mas, também, quantificá-los na medida do possível.
O primeiro argumento é o de que a ligação Rio – São Paulo está saturada, e que é fundamental um novo modal de transportes de passageiros além do rodoviário e do aéreo. Mas o próprio estudo de viabilidade mostra que pelo menos 60% do tráfego estimado de passageiros será no eixo São Paulo – Campinas – São José dos Campos. O trecho Rio – São Paulo ficaria com apenas 18% das viagens. Ora, nesse caso, seria muito mais interessante pensar em um sistema de trens que ligasse, inicialmente, apenas as três cidades paulistas, deixando para uma segunda etapa a extensão até o Rio de Janeiro (que, diga-se de passagem, representa o trecho da obra com maiores desafios de engenharia, devido à necessidade de lidar com o declive da Serra das Araras). Já existe, no âmbito do Governo do Estado de São Paulo, projetos de ferrovias que atenderiam bastante bem, a custo muito menor, a demanda por transporte ferroviário de passageiros entre as cidades paulistas. A ligação Rio – São Paulo poderia ser atendida por meio de ampliação de aeroportos ou construção de novos aeroportos, que serviriam não apenas essa ligação, mas todos os demais destinos nacionais e internacionais.
Alega-se que o TAV irá reduzir o tráfego de automóveis e ônibus nas estradas, minimizando congestionamentos, elevando a segurança dos viajantes e gerando impacto ambiental positivo, pela substituição do consumo de combustíveis fósseis pela energia elétrica renovável a ser usada na propulsão dos trens.
Há que se considerar, porém, que a construção do TAV irá drenar significativos recursos financeiros e impedirá a realização de investimentos no transporte ferroviário de carga em todo o País. A consequência será a expansão do número de caminhões trafegando nas estradas de todo o país (que poderiam ser substituídos por trens de carga), queimando óleo diesel, aumentando o tráfego e os riscos de acidentes.
A respeito desse efeito, é interessante citar a comparação feita por O´Toole (2008, p.12-13) entre o transporte de cargas nos EUA (que não têm TAV) e a Europa (onde há ampla rede de TAV): “a ênfase da Europa no uso de trens para o transporte de passageiros teve profundo efeito na movimentação de cargas. Nos EUA, um pouco mais de um quarto das cargas são transportadas por estradas e mais de um terço por trens. Na Europa quase ¾ seguem pela estrada (…). A baixa capacidade de transporte de carga das ferrovias da Europa e do Japão indicam que um país ou região pode usar seu sistema ferroviário para passageiros ou carga, mas não para os dois. Gastar US$ 100 bilhões por ano em transporte ferroviário de passageiros pode tirar uma pequena porcentagem de carros das estradas, mas uma possível consequência é um grande aumento no número de caminhões nas estradas” - tradução livre.
O’Toole (2008, p. 6 e 8) também contesta idéia de que o TAV é capaz de promover significativo desafogamento de rodovias. Afirma que, no caso do projeto em estudo na Flórida – EUA, “os planejadores estimaram que a linha de trem removeria apenas 2% dos carros de um segmento não-saturado da rodovia I-4, e parcelas ainda menores de outros segmentos(…)[Na Califórnia] o trem de alta velocidade tiraria, em média, 3,8% dos carros das rodovias paralelas às linhas férreas” – tradução livre.
O benefício ambiental decorrente da substituição da queima de combustíveis fósseis por energia elétrica renovável também pode vir a ser eliminado pelo impacto ambiental causado pela construção do TAV: uma grande quantidade de carbono será liberada durante o longo processo de construção, lembrando que o projeto brasileiro atravessará ampla área de mata atlântica e nascentes. O estudo de viabilidade deveria mostrar esses dados e fazer as devidas comparações. Mas simplesmente silencia a respeito.
Outro argumento apresentado pelos defensores do trem bala consiste no fato de que o investimento no TAV reduziria os investimentos necessários na reforma e ampliação de aeroportos. Tal idéia só se aplica aos aeroportos de Santos Dumont e Congonhas, que atualmente operam a ponte aérea, e aos do Galeão e de Guarulhos, que estão na rota do TAV. O outro aeroporto inserido no trajeto – Viracopos, Campinas – teria seu tráfego ampliado, ao se tornar uma opção atraente de acesso à cidade de São Paulo, exigindo mais investimentos. Além disso, a realização de grandes eventos esportivos nos próximos anos e o atraso histórico na capacidade e eficiência dos aeroportos brasileiros exigirão grandes investimentos em aeroportos, independentemente de se construir ou não o TAV.
Há, também, o argumento de que o TAV utilizaria faixa de terreno mais estreita que as rodovias, o que propiciaria economia em termos de uso do solo. Tal argumento parece ser válido apenas para os trechos não urbanos, pois as rodovias acabam na entrada da cidade e, a partir dali, utilizam-se as pistas já existentes. No caso do trem será preciso desapropriar solo urbano (em geral mais caro que o não urbano) para uso exclusivo da linha férrea, que entra na cidade para chegar até a estação. Há que se considerar, ainda, os custos gerados pelo seccionamento das cidades pela linha férrea. No caso do TAV, que não admite o cruzamento da linha por carros ou pedestres, e que fica isolado por altas grades e muretas, será preciso criar túneis, pontes ou trechos subterrâneos de modo a não bloquear a livre circulação da população no interior das cidades por onde passar.
E o que dizer do argumento de desenvolvimento regional? De fato o TAV tende a gerar prosperidade para as cidades que, incluídas em seu trajeto, são contempladas com estações. Ahlfeldt e Feddersen (2010) mostram evidências estatísticas de progresso econômico em cidades do interior da Alemanha que se tornaram mais acessíveis aos grandes centros de Colônia e Frankfurt. Mas esse benefício tem como contrapartida os custos impostos às cidades onde o trem passa, mas não pára: essas cidades sofrem os efeitos negativos (poluição sonora e visual, seccionamento do seu território, demolição de equipamentos públicos preexistentes, etc.), sem ter o benefício de serem servidas pelo trem. Ademais, o TAV irá circular sobre a região mais desenvolvida do País. Do ponto de vista de impacto regional, e lembrando que haverá gastos do governo federal para viabilizá-lo, o TAV representa, assim, uma transferência de renda das regiões mais pobres do País para o eixo Rio – São Paulo – Campinas.
Há, também, que se comparar os benefícios das cidades contempladas com estações aos custos pagos pelos contribuintes de todo o país, muitos dos quais jamais utilizarão o trem nem tampouco receberão benefícios indiretos gerados por esse equipamento.
A assertiva de que a construção do TAV permitirá a absorção de tecnologia pelo país suscita a seguinte dúvida: tal tecnologia tem aplicação em outras áreas da indústria ou se limita à construção de trens velozes? Se não tiver externalidades para outro segmento será inútil absorvê-la, pois não parece haver outros trechos com possível viabilidade para construção de TAV no país.
Alega-se que os trens de alta velocidade de outros países geram redução do tempo total de viagem em relação ao avião, pois não exigem gasto de tempo com check in, além de terem estações mais próximas aos centros das cidades que os aeroportos, que costumam se situar fora da área urbana. No caso brasileiro esse último argumento não se aplica, pois os aeroportos Santos Dumont e Congonhas, que servem a ponte aérea entre Rio e São Paulo, têm localização mais privilegiada que aquelas planejadas para as estações do TAV, fato que é reconhecido pelo estudo de viabilidade. Além disso, inovações tecnológicas, como o check-in prévio, via web, e o check-in eletrônico disponível no próprio aeroporto reduzem esse diferencial de tempo sem a necessidade de grandes investimentos.
Em suma, se o Governo pretende lançar dinheiro público em um projeto arriscado, que pode custar entre R$ 14 e R$ 36 bilhões ao contribuinte, é preciso muito mais do que simplesmente apresentar uma lista de possíveis benefícios. É essencial que se façam estudos aprofundados e detalhados desses alegados benefícios, para verificar se, de fato, eles se materializarão, com que intensidade, e quais os possíveis efeitos colaterais que reduzirão o ganho líquido estimado. Além disso, esses benefícios precisam ser superiores aos gerados por outros investimentos de infraestrutura.
Retidado do Blog Brasil Economia e Governo
domingo, 8 de maio de 2011
Zoológicos humanos
A cultura indígena, que o Estado e os antropólogos usam convenientemente para criar entraves para a pregação do Evangelho, se desmorona diante da imposição da ideologia do controle da natalidade e vacinas.
No final do século XIX, a moda em alguns lugares da Europa era ter, nos zoológicos, um espaço para a amostragem de uma exótica espécie: os índios.
Com o progresso da antropologia, os espaços indígenas dos zoológicos foram abolidos, para dar lugar aos zoológicos humanos em seu próprio habitat. Esqueça a antropologia guiada pelos princípios racistas e eugênicos do nazismo. A antropologia moderna avançou muito mais, distanciando-se de alguns elementos do extremismo estatal nazista (que significa nacional socialista), mas abraçando o extremismo estatal socialista, tão anticristão quanto o nazista.
O que muitos chamam hoje de cultura indígena é nada mais do que cultura estatista, ou cultura tutelada pelo Estado, onde os índios, por determinação dos governantes e dos caprichos de suas leis, enfrentam grandes dificuldades para ter acesso ao Evangelho de Jesus Cristo, mas têm enorme facilidade de acesso aos métodos de controle da natalidade e vacinações, imponentes símbolos modernos da intrusão estatal na vida das pessoas.
A cultura indígena, que o Estado e os antropólogos usam convenientemente para criar entraves para a pregação do Evangelho, se desmorona diante da imposição da ideologia do controle da natalidade e vacinas. Através de uma engenhosa intervenção estatal, as empresas farmacêuticas e sua ideologia de ganancia têm uma liberdade de penetração em tribos indígenas que nenhum missionário cristão ousaria sonhar.
A lógica ilógica do Estado e antropólogos que usam a cultura indígena como cortina de ferro burocrática para proteger os índios da "cultura" do Evangelho é: não se pode contaminar os costumes indígenas, mesmo suas práticas de feitiçaria e paganismo recheadas de assassinatos de bebês e crianças.
Contudo, a invasão farmacêutica nas tribos não é considerada contaminação. O Cristianismo é visto como prejudicial, enquanto a vacina da gripe suína é considerada questão crucial de saúde. Onde fica agora todo aquele falatório de que os medicamentos da natureza são suficientes para os índios? Mesmo que isso fosse verdade, é preciso reconhecer que injeções anticoncepcionais não curam doenças. Impedem um órgão saudável de funcionar normalmente. Isso é atentado contra a natureza, especialmente considerando que em grande parte as vacinas contraceptivas provocam microaborto.
A indústria farmacêutica, com proteção e favorecimento estatal, tem caminho livre para invadir tribos com seus produtos que provocam microaborto, que provocam morte.
Os "missionários" estatais - os médicos e agentes de saúde encarregados de levar as santas vacinas farmacêuticas e os sagrados métodos farmacêuticos de controle da natalidade - têm liberdade de entrar nas tribos para "cuidar" dos índios.
Entretanto, os missionários cristãos não têm a mesma liberdade quando querem levar aos índios o maior produto do Reino de Deus: o Evangelho, que salva vidas. Salva literalmente. Tribos indígenas sacrificam, a mando dos feiticeiros, crianças deficientes ou consideradas objetos de azar. O governo não intervém, e obstrui toda tentativa de intervenção, com o pretexto de preservar a "cultura indígena", combatendo por todos os meios as pessoas - que em grande parte são cristãs preocupadas e amantes da vida - que tentam denunciar a eugenia indígena apoiada pelo Estado e seu exército de antropólogos.
Um vídeo divulgado por mim, "Crianças indígenas enterradas vivas", foi sem nenhuma explicação removido do YouTube depois de alcançar 180.295 visualizações! Eu já vinha recebendo mensagens de fãs da antropologia politicamente correta, insatisfeitos com minha divulgação do filme "Hakani" e se queixando de que a "cultura" indígena (assassinato de crianças indígenas) não deveria ser violada.
Para o governo e seu exército de antropólogos, a "cultura indígena" é mais importante do que um vídeo denunciando inocentes crianças indígenas assassinadas, mas não é mais importante do que as drogas farmacêuticas que o governo introduz nas tribos. Não é também mais importante do que a malfadada vacina contra a gripe suína. As empresas farmacêuticas, não tendo conseguido convencer a população dos Estados Unidos, Inglaterra e outros países desenvolvidos a engolir a epidemia fantasma de gripe suína, conseguem convencer o governo brasileiro a impor a vacinação não só na população brasileira, mas também nas tribos, que não podem ser "violadas" pelo Evangelho.
As tribos, tratadas como zoológicos humanos por antropólogos atrelados ao Estado, se parecem cada vez mais com laboratórios humanos, onde o Estado administra a vida dos índios expondo-os a perigosas drogas farmacêuticas como se eles fossem meros animais.
A antropologia moderna, ao permitir o assassinato de crianças indígenas e a introdução de tecnologia de perigosas vacinas e drogas farmacêuticas nas tribos, não age muito diferente da antropologia nazista ou soviética, que abominava princípios éticos ou
cristãos.
A antropologia nazista desculpava os assassinatos de judeus e outros pelos nazistas. A antropologia soviética justificava o assassinato de qualquer um pelo bem do Estado soviético. E a moderna antropologia politicamente correta a serviço do Estado justifica antigas tradições indígenas do Brasil de sacrificar a vida de seus bebês e crianças. Agora responda: qual dessas três eugenias protegidas pelo Estado e pela antropologia é pior?
Enquanto o governo brasileiro cobra impostos de nós para estuprar a nós e as tribos com produtos farmacêuticos desnecessários e suspeitos, missionários cristãos, sem cobrar nada, procuram ajudar. Arriscando o próprio pescoço, eles estão salvando algumas crianças condenadas à morte pela "cultura" indígena. E, contrariando as ordens dos feiticeiros das tribos, alguns índios também salvam suas crianças e deixam a tribo, apesar das imensas dificuldades impostas pelo governo.
O Evangelho não salva apenas vidas físicas de crianças indefesas. O Evangelho tem o poder de salvar as almas eternas dos índios. Essa é uma prerrogativa que o Estado não tem. Essa é uma preocupação que os antropólogos - e os nazistas e os comunistas soviéticos - não têm.
Não há nenhuma comprovação de que os índios precisam da imposição de vacinas e drogas da cultura farmacêutica favorecida pelo Estado.
Entretanto, do ponto de vista cristão, se a salvação de Jesus Cristo deve ser anunciada para resgatar almas eternas do inferno eterno, por que deixar os índios de fora?
Como seres humanos com alma eterna, eles precisam do Evangelho tanto quanto nós.
Se o governo consegue fazer tantas concessões para a intrusão dos interesses das indústrias farmacêuticas nas tribos, por que não deixar o Evangelho
MÍDIA SEM MÁSCARA
JULIO SEVERO | 05 MAIO 2011
No final do século XIX, a moda em alguns lugares da Europa era ter, nos zoológicos, um espaço para a amostragem de uma exótica espécie: os índios.
Com o progresso da antropologia, os espaços indígenas dos zoológicos foram abolidos, para dar lugar aos zoológicos humanos em seu próprio habitat. Esqueça a antropologia guiada pelos princípios racistas e eugênicos do nazismo. A antropologia moderna avançou muito mais, distanciando-se de alguns elementos do extremismo estatal nazista (que significa nacional socialista), mas abraçando o extremismo estatal socialista, tão anticristão quanto o nazista.
O que muitos chamam hoje de cultura indígena é nada mais do que cultura estatista, ou cultura tutelada pelo Estado, onde os índios, por determinação dos governantes e dos caprichos de suas leis, enfrentam grandes dificuldades para ter acesso ao Evangelho de Jesus Cristo, mas têm enorme facilidade de acesso aos métodos de controle da natalidade e vacinações, imponentes símbolos modernos da intrusão estatal na vida das pessoas.
A cultura indígena, que o Estado e os antropólogos usam convenientemente para criar entraves para a pregação do Evangelho, se desmorona diante da imposição da ideologia do controle da natalidade e vacinas. Através de uma engenhosa intervenção estatal, as empresas farmacêuticas e sua ideologia de ganancia têm uma liberdade de penetração em tribos indígenas que nenhum missionário cristão ousaria sonhar.
A lógica ilógica do Estado e antropólogos que usam a cultura indígena como cortina de ferro burocrática para proteger os índios da "cultura" do Evangelho é: não se pode contaminar os costumes indígenas, mesmo suas práticas de feitiçaria e paganismo recheadas de assassinatos de bebês e crianças.
Contudo, a invasão farmacêutica nas tribos não é considerada contaminação. O Cristianismo é visto como prejudicial, enquanto a vacina da gripe suína é considerada questão crucial de saúde. Onde fica agora todo aquele falatório de que os medicamentos da natureza são suficientes para os índios? Mesmo que isso fosse verdade, é preciso reconhecer que injeções anticoncepcionais não curam doenças. Impedem um órgão saudável de funcionar normalmente. Isso é atentado contra a natureza, especialmente considerando que em grande parte as vacinas contraceptivas provocam microaborto.
A indústria farmacêutica, com proteção e favorecimento estatal, tem caminho livre para invadir tribos com seus produtos que provocam microaborto, que provocam morte.
Os "missionários" estatais - os médicos e agentes de saúde encarregados de levar as santas vacinas farmacêuticas e os sagrados métodos farmacêuticos de controle da natalidade - têm liberdade de entrar nas tribos para "cuidar" dos índios.
Entretanto, os missionários cristãos não têm a mesma liberdade quando querem levar aos índios o maior produto do Reino de Deus: o Evangelho, que salva vidas. Salva literalmente. Tribos indígenas sacrificam, a mando dos feiticeiros, crianças deficientes ou consideradas objetos de azar. O governo não intervém, e obstrui toda tentativa de intervenção, com o pretexto de preservar a "cultura indígena", combatendo por todos os meios as pessoas - que em grande parte são cristãs preocupadas e amantes da vida - que tentam denunciar a eugenia indígena apoiada pelo Estado e seu exército de antropólogos.
Um vídeo divulgado por mim, "Crianças indígenas enterradas vivas", foi sem nenhuma explicação removido do YouTube depois de alcançar 180.295 visualizações! Eu já vinha recebendo mensagens de fãs da antropologia politicamente correta, insatisfeitos com minha divulgação do filme "Hakani" e se queixando de que a "cultura" indígena (assassinato de crianças indígenas) não deveria ser violada.
Para o governo e seu exército de antropólogos, a "cultura indígena" é mais importante do que um vídeo denunciando inocentes crianças indígenas assassinadas, mas não é mais importante do que as drogas farmacêuticas que o governo introduz nas tribos. Não é também mais importante do que a malfadada vacina contra a gripe suína. As empresas farmacêuticas, não tendo conseguido convencer a população dos Estados Unidos, Inglaterra e outros países desenvolvidos a engolir a epidemia fantasma de gripe suína, conseguem convencer o governo brasileiro a impor a vacinação não só na população brasileira, mas também nas tribos, que não podem ser "violadas" pelo Evangelho.
As tribos, tratadas como zoológicos humanos por antropólogos atrelados ao Estado, se parecem cada vez mais com laboratórios humanos, onde o Estado administra a vida dos índios expondo-os a perigosas drogas farmacêuticas como se eles fossem meros animais.
A antropologia moderna, ao permitir o assassinato de crianças indígenas e a introdução de tecnologia de perigosas vacinas e drogas farmacêuticas nas tribos, não age muito diferente da antropologia nazista ou soviética, que abominava princípios éticos ou
cristãos.
A antropologia nazista desculpava os assassinatos de judeus e outros pelos nazistas. A antropologia soviética justificava o assassinato de qualquer um pelo bem do Estado soviético. E a moderna antropologia politicamente correta a serviço do Estado justifica antigas tradições indígenas do Brasil de sacrificar a vida de seus bebês e crianças. Agora responda: qual dessas três eugenias protegidas pelo Estado e pela antropologia é pior?
Enquanto o governo brasileiro cobra impostos de nós para estuprar a nós e as tribos com produtos farmacêuticos desnecessários e suspeitos, missionários cristãos, sem cobrar nada, procuram ajudar. Arriscando o próprio pescoço, eles estão salvando algumas crianças condenadas à morte pela "cultura" indígena. E, contrariando as ordens dos feiticeiros das tribos, alguns índios também salvam suas crianças e deixam a tribo, apesar das imensas dificuldades impostas pelo governo.
O Evangelho não salva apenas vidas físicas de crianças indefesas. O Evangelho tem o poder de salvar as almas eternas dos índios. Essa é uma prerrogativa que o Estado não tem. Essa é uma preocupação que os antropólogos - e os nazistas e os comunistas soviéticos - não têm.
Não há nenhuma comprovação de que os índios precisam da imposição de vacinas e drogas da cultura farmacêutica favorecida pelo Estado.
Entretanto, do ponto de vista cristão, se a salvação de Jesus Cristo deve ser anunciada para resgatar almas eternas do inferno eterno, por que deixar os índios de fora?
Como seres humanos com alma eterna, eles precisam do Evangelho tanto quanto nós.
Se o governo consegue fazer tantas concessões para a intrusão dos interesses das indústrias farmacêuticas nas tribos, por que não deixar o Evangelho
MÍDIA SEM MÁSCARA
JULIO SEVERO | 05 MAIO 2011
terça-feira, 3 de maio de 2011
O agronegócio nas garras das ONGS ambientais
Mal sabíamos nós produtores rurais Brasileiros o que o Banco do Brasil queria dizer com a mensagem que estampa a pagina inicial da AGENDA/CALENDÁRIO 2011, distribuídas aos seus “clientes”. Alguma destas agendas chegou às mãos de produtores rurais espalhados por todo País.
Mal sabíamos que por trás da mensagem estava nada mais nada menos que uma das Organizações Não Governamentais. ONG que mais tem trabalhado para travar o desenvolvimento do agronegócio Brasileiro.
Mal nós sabíamos que a velha instituição companheira e amiga do homem do campo, estava se aliando ao GREENPEACE, uma das ONG internacional que em nenhum momento contribuiu com o País muito menos investiu em preservação e recuperação do meio ambiente em todo o período que aqui esta instalada.
Hoje o homem do campo, ao chegar a uma das centenas de agencias do Banco do Brasil, espalhadas por todo interior do País, o mesmo produtor rural que após muitos anos abrindo fronteira e produzindo riquezas deixou de ser especial.
Para o Banco do Brasil especial agora são as palavras ideológicas que a ONG introduziu no vocabulário do agente financeiro. Ao menos em seu marketing o Banco sempre frisavam ser “AMIGO DO AGRICULTOR BRASILEIRO e estar SEMPRE AO LADO DO AGRICULTOR BRASILEIRO”....Se tínhamos uma instituição que se dizia ser amiga do agricultor, já não podemos mais contar com a amizade.
Leia a mensagem do Banco do Brasil descrito em sua agenda/calendário 2011, comento depois:
“Para o Banco do Brasil, pensar no futuro é agir no presente. É incentivar o desenvolvimento do País, colocando sempre a sustentabilidade em primeiro lugar. É produzir uma agenda com papel certificado para que todos os dias as pessoas se lembrem da importância da preservação da natureza. É eleger a água como causa e trabalhar diariamente para que ninguém economize atitudes conscientes. Em 2011, o Banco do Brasil ampliará e reforçara ainda mais suas ações a favor do meio ambiente. E fará isso pensando em você, para que o beneficio dessas iniciativas seja todo seu, hoje e nos próximos anos”.
Volto agora e comento : O Banco do Brasil ampliou e reforçou ainda mais suas ações, armando o circo e colocando o produtor rural Brasileiro no centro do picadeiro cercado de “LEOES QUE DEFENDEM AS FLORESTAS”.
Se não bastassem os altos custos financeiros do crédito rural, o produtor rural tem que enfrentar agora o “papel certificado para que todos os dias as pessoas se lembrem da importância da preservação da natureza”. O mesmo Banco do Brasil que num passado não muito distante deu crédito para que os produtores rurais emigrassem para o interior do país para abrir fronteiras agrícolas com financiamento do próprio Banco. Tempos difíceis aqueles, época em que o Brasil importava alimentos e enfrentava inflação galopante.
O mesmo Banco que deu crédito para abrir as fronteiras agrícolas, se junta a uma ONG internacional e conculminado vem obrigar o produtor rural a assinar declaração para cumprimento de uma Lei Ambiental arcaica que nem mesmo o Banco do Brasil agente financeiro do Governo Federal respeitou quando conclamou os produtores para produzir o alimento que faltava na mesa da população Brasileira.
Produtores rurais que se aventuraram sertão adentro, viabilizaram ao BANCO DO BRASIL abrir NOVAS AGÊNCIAS, agências que em sua maioria no interior do País tem como sustentabilidade economia os recursos gerados pelo AGRONEGÓCIO BRASILEIRO, um negócio que em sua base conta com os mais humildes produtores rurais.
Nestas horas o Banco do Brasil deixa seus velhos companheiros para se aliar ao GREEMPEACE, mas só gostaríamos de saber:
- Qual é o beneficio que o GREEMPEACE gerou para o Banco do Brasil ao longo desses anos?
- Quais foram os benefícios que o GREEMPEACE gerou para o Brasil desde que foi criada?
- Quais foram os benefícios que o GREEMPEACE investiu na preservação e recuperação do meio ambiente Brasileiro?
- Ultima pergunta... Quanto vai custar para o Banco do Brasil e para os Brasileiros os benefícios para a ONG produzir um papel certificado?
Saibam que o produtor rural vem investindo em preservação ambiental a mais de trinta anos, e a alteração do código florestal se faz necessário para viabilizar economicamente e socialmente milhões de propriedades Brasileiras, agora para as Organizações Não Governamentais adequar a Lei à realidade Brasileira não é interessante e se justificam dizendo que basta um PROTOCOLO DE INTENÇÕES e ou um AJUSTE DE CONDUTA para o produtor rural deixar a ilegalidade, o que não é verdade porque protocolo de intenções e ajuste de conduta só vai servir para justificar a “DECLARAÇÃO de estar ciente da necessidade da reserva legal” que o BANCO DO BRASIL conculminado com o GREEMPEACE vem exigindo do produtor rural.
Protocolo de intenção e ajuste de conduta só protela os problemas ambientais e a recuperação ambiental que pode estar sendo implantada adequadamente com técnicas especificas para cada propriedade rural, mas este não é objetivo das ONGs porque vai comprometer a sobrevivência deles que vivem das tragédias, espalhando o pânico e arrecadando fundos financeiros dos que se sentem abalados com os acontecimentos climáticos que nunca tiveram nada haver com produção agropecuária.
Ao centro do picadeiro os “ambientalistas” tentam devorar quem mais entende de meio ambiente, juntos agora Banco do Brasil e GREEMPEACE armaram o CIRCO e nos fazem de palhaço, primeiro nos incentivaram a abrir as propriedades, agora nos prensam e tentam fechar as porteiras para impedir a produção agropecuária Brasileira.
Fonte: Valdir Edemar Fries
Mal sabíamos que por trás da mensagem estava nada mais nada menos que uma das Organizações Não Governamentais. ONG que mais tem trabalhado para travar o desenvolvimento do agronegócio Brasileiro.
Mal nós sabíamos que a velha instituição companheira e amiga do homem do campo, estava se aliando ao GREENPEACE, uma das ONG internacional que em nenhum momento contribuiu com o País muito menos investiu em preservação e recuperação do meio ambiente em todo o período que aqui esta instalada.
Hoje o homem do campo, ao chegar a uma das centenas de agencias do Banco do Brasil, espalhadas por todo interior do País, o mesmo produtor rural que após muitos anos abrindo fronteira e produzindo riquezas deixou de ser especial.
Para o Banco do Brasil especial agora são as palavras ideológicas que a ONG introduziu no vocabulário do agente financeiro. Ao menos em seu marketing o Banco sempre frisavam ser “AMIGO DO AGRICULTOR BRASILEIRO e estar SEMPRE AO LADO DO AGRICULTOR BRASILEIRO”....Se tínhamos uma instituição que se dizia ser amiga do agricultor, já não podemos mais contar com a amizade.
Leia a mensagem do Banco do Brasil descrito em sua agenda/calendário 2011, comento depois:
“Para o Banco do Brasil, pensar no futuro é agir no presente. É incentivar o desenvolvimento do País, colocando sempre a sustentabilidade em primeiro lugar. É produzir uma agenda com papel certificado para que todos os dias as pessoas se lembrem da importância da preservação da natureza. É eleger a água como causa e trabalhar diariamente para que ninguém economize atitudes conscientes. Em 2011, o Banco do Brasil ampliará e reforçara ainda mais suas ações a favor do meio ambiente. E fará isso pensando em você, para que o beneficio dessas iniciativas seja todo seu, hoje e nos próximos anos”.
Volto agora e comento : O Banco do Brasil ampliou e reforçou ainda mais suas ações, armando o circo e colocando o produtor rural Brasileiro no centro do picadeiro cercado de “LEOES QUE DEFENDEM AS FLORESTAS”.
Se não bastassem os altos custos financeiros do crédito rural, o produtor rural tem que enfrentar agora o “papel certificado para que todos os dias as pessoas se lembrem da importância da preservação da natureza”. O mesmo Banco do Brasil que num passado não muito distante deu crédito para que os produtores rurais emigrassem para o interior do país para abrir fronteiras agrícolas com financiamento do próprio Banco. Tempos difíceis aqueles, época em que o Brasil importava alimentos e enfrentava inflação galopante.
O mesmo Banco que deu crédito para abrir as fronteiras agrícolas, se junta a uma ONG internacional e conculminado vem obrigar o produtor rural a assinar declaração para cumprimento de uma Lei Ambiental arcaica que nem mesmo o Banco do Brasil agente financeiro do Governo Federal respeitou quando conclamou os produtores para produzir o alimento que faltava na mesa da população Brasileira.
Produtores rurais que se aventuraram sertão adentro, viabilizaram ao BANCO DO BRASIL abrir NOVAS AGÊNCIAS, agências que em sua maioria no interior do País tem como sustentabilidade economia os recursos gerados pelo AGRONEGÓCIO BRASILEIRO, um negócio que em sua base conta com os mais humildes produtores rurais.
Nestas horas o Banco do Brasil deixa seus velhos companheiros para se aliar ao GREEMPEACE, mas só gostaríamos de saber:
- Qual é o beneficio que o GREEMPEACE gerou para o Banco do Brasil ao longo desses anos?
- Quais foram os benefícios que o GREEMPEACE gerou para o Brasil desde que foi criada?
- Quais foram os benefícios que o GREEMPEACE investiu na preservação e recuperação do meio ambiente Brasileiro?
- Ultima pergunta... Quanto vai custar para o Banco do Brasil e para os Brasileiros os benefícios para a ONG produzir um papel certificado?
Saibam que o produtor rural vem investindo em preservação ambiental a mais de trinta anos, e a alteração do código florestal se faz necessário para viabilizar economicamente e socialmente milhões de propriedades Brasileiras, agora para as Organizações Não Governamentais adequar a Lei à realidade Brasileira não é interessante e se justificam dizendo que basta um PROTOCOLO DE INTENÇÕES e ou um AJUSTE DE CONDUTA para o produtor rural deixar a ilegalidade, o que não é verdade porque protocolo de intenções e ajuste de conduta só vai servir para justificar a “DECLARAÇÃO de estar ciente da necessidade da reserva legal” que o BANCO DO BRASIL conculminado com o GREEMPEACE vem exigindo do produtor rural.
Protocolo de intenção e ajuste de conduta só protela os problemas ambientais e a recuperação ambiental que pode estar sendo implantada adequadamente com técnicas especificas para cada propriedade rural, mas este não é objetivo das ONGs porque vai comprometer a sobrevivência deles que vivem das tragédias, espalhando o pânico e arrecadando fundos financeiros dos que se sentem abalados com os acontecimentos climáticos que nunca tiveram nada haver com produção agropecuária.
Ao centro do picadeiro os “ambientalistas” tentam devorar quem mais entende de meio ambiente, juntos agora Banco do Brasil e GREEMPEACE armaram o CIRCO e nos fazem de palhaço, primeiro nos incentivaram a abrir as propriedades, agora nos prensam e tentam fechar as porteiras para impedir a produção agropecuária Brasileira.
Fonte: Valdir Edemar Fries
segunda-feira, 2 de maio de 2011
O Esquerdista, Quem é Ele ?
“A ambição diabólica do esquerdista é querer mandar no mundo”
O esquerdista é um doente mental que precisa de ajuda e não sabe. Um sujeito miserável que necessita da piedade humana. Mas cuidado com ele. Por ser um ser desprezível, abjeto, infame, torpe, vil, mísero, malvado, perverso e cruel, todos sinônimos é verdade, mas insuficientes para definir seu verdadeiro perfil, ele é perigoso e letal.
É um sociopata camuflado, um psicótico social que imagina ser Deus e centro do mundo. Na sua imaginação acha que é capaz de solucionar todos os problemas da humanidade e do mundo manifestado, mas que na verdade quer solucionar os seus próprios, que projeta nos outros para iludir-se de ser altruísta.
É um invejoso. A inveja é a sua marca registrada. Sente ódio doentio e permanente pelas pessoas de sucesso, notadamente aquelas realizadas financeira e economicamente. O sucesso alheio corrói suas entranhas. É aquele sujeito que passa pelo bosque e só vê lenha para alimentar a fogueira de seu ódio pelo sucesso alheio.
É um fracassado em todos os sentidos. Para justificar o seu fracasso busca desesperadamente culpados para a sua incompetência pessoal, profissional e humana. No seu conceito, a culpa é sempre dos outros, nunca atribuída a ele mesmo. É um sujeito que funciona como uma refinaria projetada para transformar insatisfações pessoais e sociais em energia pura para promover a revolução proletária.
É um cínico. Não no conceito doutrinário de uma das escolas socráticas, mas no sentido de descaramento. Portanto, um sujeito sem escrúpulos, hipócrita, sarcástico e oportunista. Para justificar seu fracasso e sua incompetência pessoal, se coloca na condição de defensor do bem-estar da sociedade e da humanidade, quando na verdade busca atender aos seus interesses pessoais, inconfessos. Para isso, se coloca na postura de bom samaritano e entra na vida das pessoas simples e desprovidas da própria sorte, com seu discurso mefistofélico.
É um ateu. Devido a sua psicose, já comentada anteriormente, destitui Deus e se coloca no lugar d’Ele para distribuir justiça, felicidade e bem-estar social, solucionar todos os problemas do mundo e da humanidade, dentre outros que-jandos. É um indivíduo que tem a consciência moral deformada e deseja, acima de tudo, destruir todos os valores cristãos e construir um mundo novo, segundo suas concepções paranóicas.
É um narcisista. A sua única paixão é por si mesmo, embora use da artimanha para parecer um sujeito preocupado com os outros, no fundo não passa de um egoísta movido pelo instinto de autocon-servação.
É um niilista. Um sujeito que renega os valores metafísicos divinos e procura demolir todos os valores já estabelecidos e consagrados pela humanidade para substituí-los por novos, originários de sua própria demência. Assim, ele redireciona a sua força vital para a destruição da moral, dos valores cristãos, das leis etc. Sua vida interior é desprovida de qualquer sentido, ele reina no absurdo. É o “profeta da utopia” e o “filósofo do nada”.
É um genocida cultural. Na sua vasta ignorância da realidade do mundo manifestado, o esquerdista acha que o mundo é a expressão das idéias nascidas de sua mente deformada e assim se organiza em grupos para destruir a cultura de uma sociedade, construída a custa de muitos sacrifícios e longos anos de experiência da humanidade.
Agora que você conhece algumas características do esquerdista, fica um conselho: jamais discuta com um deles, porque a única coisa que ele consegue falar é chamá-lo de reacionário, nazista, capitalista e burguês. Ele repete isso o tempo todo e para todos que o contradizem, pois a única coisa que sua mente deformada consegue assimilar, são essas palavras. Com muito custo ele consegue pronunciar mais um ou dois verbetes na mesma linha aos já descritos, todos para desqualificá-lo e assim expressar a sua soberba.
Os conceitos atribuídos ao esquerdista se aplicam em gênero, número e grau aos socialistas, marxistas, leninistas, stalinistas, trotskistas, comunistas, maoístas, gramscistas, fidelistas, chevaristas, chavistas e especialmente aos membros da família dos moluscos cefalópodes.
Para finalizar, porém longe de esgotar o assunto, o esquerdista é aquele sujeito cuja figura externa é enormemente maior que a própria realidade. Sintetiza o cavaleiro solitário no deserto do absurdo, cuja ambição diabólica é querer mandar no mundo. (Curitiba/PR) 15/10
Anatoli Oliynik: Retirado do Site Grupo Incofidência
sexta-feira, 29 de abril de 2011
HOLODOMOR
Holodomor é o nome atribuído à fome artificial e genocida ocorrida no território da antiga república soviética da Ucrânia (integrada a URSS) durante os anos de 1932-1933. Morreram de 6 a 7 milhões de ucranianos. Foi a maior tragédia nacional da história da Ucrânia, devido ao enorme custo de vidas humanas, tendo sido causada pelas políticas deliberadamente aplicadas pelo regime soviético dirigido por Stalin.
A palavra Holodomor resulta da expressão ucraniana (moryty gholodom), que significa "matar pela fome".
No início da década de trinta, Stalin decidiu aplicar uma nova política para URSS, através da transformação radical e acelerada das suas estruturas econômicas e sociais, tendo os seguintes objetivos:
1) Coletivização da agricultura, ou seja, a apropriação pelo Estado soviético das terras, colheitas, gado e utensílios pertencentes aos camponeses.
2) A industrialização acelerada da União Soviética, com base nas receitas financeiras obtidas através da exportação dos produtos agrícolas, sobretudo dos cereais.
3) A "guerra anti-camponesa"- O processo de coletivização acelerado da agricultura e de liquidação dos Kulaks enquanto classe, desencadeado por decisão do Comitê Central do Partido Comunista da União Soviética, em dezembro de 1929, teve consequências trágicas para milhões de pessoas.
Holodomor representa a forma como o comunismo valoriza o ser humano, um regime que em sua história produziu mais de 100 milhões de mortos, em vários continentes, na realidade o símbolo vermelho de sua bandeira representa o sangue de inocentes, que o sonho de liberdade custou suas vidas.
Na atualidade é muito comentado o holocausto nazista, é fundamental sua divulgação para que gerações venham a saber o que uma mente doentia é capaz de fazer, o grau de covardia pode chegar um monstro ou vários monstros.
Porém é inaceitável o silêncio em relação a Holodomor. O nazismo foi extinto devido aos milhões de judeus mortos, mas a ideologia comunista responsável pelo massacre de milhões de pessoas, continua viva, por que não foi banida? Na realidade, o que vemos hoje é o pensamento comunista espalhando-se por boa parte do planeta, como um vírus, parasitando pela mente humana, usando a alcunha de esquerda progressista. Mas não devemos nos enganar, os objetivos destes fascínoras é a produção de novos Holodomor.
A palavra Holodomor resulta da expressão ucraniana (moryty gholodom), que significa "matar pela fome".
No início da década de trinta, Stalin decidiu aplicar uma nova política para URSS, através da transformação radical e acelerada das suas estruturas econômicas e sociais, tendo os seguintes objetivos:
1) Coletivização da agricultura, ou seja, a apropriação pelo Estado soviético das terras, colheitas, gado e utensílios pertencentes aos camponeses.
2) A industrialização acelerada da União Soviética, com base nas receitas financeiras obtidas através da exportação dos produtos agrícolas, sobretudo dos cereais.
3) A "guerra anti-camponesa"- O processo de coletivização acelerado da agricultura e de liquidação dos Kulaks enquanto classe, desencadeado por decisão do Comitê Central do Partido Comunista da União Soviética, em dezembro de 1929, teve consequências trágicas para milhões de pessoas.
Holodomor representa a forma como o comunismo valoriza o ser humano, um regime que em sua história produziu mais de 100 milhões de mortos, em vários continentes, na realidade o símbolo vermelho de sua bandeira representa o sangue de inocentes, que o sonho de liberdade custou suas vidas.
Na atualidade é muito comentado o holocausto nazista, é fundamental sua divulgação para que gerações venham a saber o que uma mente doentia é capaz de fazer, o grau de covardia pode chegar um monstro ou vários monstros.
Porém é inaceitável o silêncio em relação a Holodomor. O nazismo foi extinto devido aos milhões de judeus mortos, mas a ideologia comunista responsável pelo massacre de milhões de pessoas, continua viva, por que não foi banida? Na realidade, o que vemos hoje é o pensamento comunista espalhando-se por boa parte do planeta, como um vírus, parasitando pela mente humana, usando a alcunha de esquerda progressista. Mas não devemos nos enganar, os objetivos destes fascínoras é a produção de novos Holodomor.
terça-feira, 8 de março de 2011
O Homem e a Mulher ( Victor Hugo)
O homem é a mais elevada das criaturas.
A mulher o mais sublime dos ideais
Deus fez para o homem um trono;
A mulher o mais sublime dos ideais
Deus fez para o homem um trono;
Para a mulher um altar.
O trono exalta; o altar santifica.
O homem é o cérebro; a mulher o coração, o amor.
A luz fecunda; o amor ressuscita.
O homem é o gênio; a mulher o anjo.
O gênio é imensurável; o anjo indefinível.
A aspiração do homem é a suprema glória;
A aspiração da mulher, a virtude extrema.
A glória traduz grandeza; a virtude traduz divindade.
O homem tem a supremacia; a mulher a preferência.
A supremacia representa força.
A preferência representa o direito.
O homem é forte pela razão; a mulher invencível pelas lágrimas.
A razão convence; a lágrima comove.
O homem é capaz de todos os heroísmos;
A mulher de todos os martírios.
O heroísmo enobrece; os martírios sublima.
O homem é o código; a mulher o evangelho.
O código corrige; o evangelho aperfeiçoa.
O homem é o templo; a mulher, um sacrário.
Ante o templo, nos descobrimos;
Ante o sacrário ajoelhamo-nos.
O homem pensa; a mulher sonha.
Pensar é ter cérebro;
Sonhar é ter na fronte uma auréola.
O homem é um oceano; a mulher um lago.
O oceano tem a pérola que embeleza;
O lago tem a poesia que deslumbra.
O homem é a águia que voa; a mulher o rouxinol que canta.
Voar é dominar o espaço; cantar é conquistar a alma.
O homem tem um fanal; a consciência;
A mulher tem uma estrela: a esperança.
O fanal guia, a esperança salva.
Enfim...
O homem está colocado onde termina a terra;
A mulher onde começa o céu...
Retirado do blog Templo dos Pensares.
O trono exalta; o altar santifica.
O homem é o cérebro; a mulher o coração, o amor.
A luz fecunda; o amor ressuscita.
O homem é o gênio; a mulher o anjo.
O gênio é imensurável; o anjo indefinível.
A aspiração do homem é a suprema glória;
A aspiração da mulher, a virtude extrema.
A glória traduz grandeza; a virtude traduz divindade.
O homem tem a supremacia; a mulher a preferência.
A supremacia representa força.
A preferência representa o direito.
O homem é forte pela razão; a mulher invencível pelas lágrimas.
A razão convence; a lágrima comove.
O homem é capaz de todos os heroísmos;
A mulher de todos os martírios.
O heroísmo enobrece; os martírios sublima.
O homem é o código; a mulher o evangelho.
O código corrige; o evangelho aperfeiçoa.
O homem é o templo; a mulher, um sacrário.
Ante o templo, nos descobrimos;
Ante o sacrário ajoelhamo-nos.
O homem pensa; a mulher sonha.
Pensar é ter cérebro;
Sonhar é ter na fronte uma auréola.
O homem é um oceano; a mulher um lago.
O oceano tem a pérola que embeleza;
O lago tem a poesia que deslumbra.
O homem é a águia que voa; a mulher o rouxinol que canta.
Voar é dominar o espaço; cantar é conquistar a alma.
O homem tem um fanal; a consciência;
A mulher tem uma estrela: a esperança.
O fanal guia, a esperança salva.
Enfim...
O homem está colocado onde termina a terra;
A mulher onde começa o céu...
Retirado do blog Templo dos Pensares.
segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011
Oclocracia e Código Florestal
Artigo no Alerta Total
Por Arlindo Montenegro
Segue o nosso zootecnista: "Temos em andamento, a questão da lei do Codigo Florestal Brasileiro. Não tenho a menor dúvida que ali está embutida uma desapropriação maciça de terras da agropecuaria brasileira, desapropriação em nome do meio ambiente. Tenho o relatório do comunista Aldo Rebelo... lí a introdução contida nas 36 páginas iniciais... isto é assunto da mais alta relevância...”
A aplicação do Código Florestal nos moldes da relatoria, será objeto de um artigo específico. Em princípio a caquistocracia tende, com o controle que tem sobre os votos do congresso nacional, a passar uma vaselina e deixar tudo como antes no quartel de Abrantes. É preciso lembrar que a agro-pecuária, com os grandes investimentos de poderosas empresas multinacionais, significa quase que metade da balança de exportações brasileiras.
Por Arlindo Montenegro
Na caixa de entrada, encontrei uma oportuna lição, nas Crônicas Bárbaras de Manuel Molares do Val: "Oclocracia é uma palavra de origem grega, que define a sociedade que degenerou ao estágio de adotar como ícones, pessoas que melhor seriam designadas como o Grande Irmão" (Aquele "Big Brother" do execrando espetáculo que fascina os idiotas, comandados por mentes doentias).
Segue Molares do Val: "Oclocracia significa o triunfo da chusma, das multidões vulgares, grosseiras e ignorantes. Provoca o declínio da democracia, segundo Aristóteles. Quando a chusma ocupa o poder, pode ocorrer o pior." É mesmo a descrição aproximada dos brasileiros enseguecidos, fascinados com promessas, surdos e mudos diante da propaganda avassaladora que confunde a mente dos analfabetos funcionais, doutores titulados.
Para estes a palavra liberdade perdeu o sentido de atributo para o desenvolvimento espiritual que permeia as atitudes independentes e alimenta o bem estar de cada um consigo mesmo. Assim o homem livre é capaz de fazer escolhas e superar dificuldades, mantendo a dignidade e reafirmando seus valores, constituindo famílias em ambientes onde o respeito às leis se concretiza no estado de direito democrático, onde a justiça não se protela, apenas cumpre o que está escrito no contrato social, Constituição que por suas características consuetidinárias resolve o direito de todos.
Em nossa oclocracia, ocorre exatamente o contrário. Guiam-nos para caminhos obscuros e reinventam “direitos ditos humanos”, que desmontam direitos universais, fomentando preconceitos e privilégios ofensivos à moral que baliza os comportamentos e confiança entre pessoas. O contrário é direito interpretado, o estado impondo normas, tipo financiar exceções de homem "virar" mulher e vice versa, quando a saúde perdeu a capacidade de atender, velhos, crianças e enfermos crônicos pela ingestão de "dietéticos", refrigerantes com aspartame, açúcar re-finado (isto é finado duas vezes), gordura vegetal hidrogenada e soja para que o fígado fique mais intoxicado que o "normal" pelo consumo de outros venenos.
Continua do Val, "Um exemplo de oclocracia é o nazismo, que cultivou o execrável sem nenhum código humanístico, somente as paixões primárias dos que se creem superiores, física ou moralmente. Retrocedemos." Agora parece que as pessoas em vez de crescer para níveis superiores, recusando os caminhos do obscurantismo irracional, elegem os piores, que podem ser comparados aos ratos de esgoto das latrinas, predadores sem o mínimo de consciência da responsabilidade para com o bem comum e menos ainda da dignidade Pátria.
Por email, chega um retrato específico desta situação traduzida em vivências com o pé no chão: "Sou produtor rural no Rio Grande do Sul, formado em zootecnia e trabalho com pecuária e agricultura... Há 13 anos participo das atividades do Sindicato Rural, em funções não remuneradas, pois acredito que sempre há um bem que fazer... sem esperar nada em troca. Estamos num país em evidente e rápida transformação, sob o domínio de forças ideológicas bem conhecidas."
"Tenho certo acesso a alguns deputados federais e senadores... estes políticos, agem de forma totalmente irresponsável... acredito que a realidade de Brasília passa por ignorância e safadeza... assinam listas para "ajudar" os parceiros ou votam de acordo com a "liderança". O que este produtor rural diz é o óbvio comportamento da olocracia. Os ignorantes votam no escuro, votam sem visão da responsabilidade e das consequências de seus atos. Pior é que muitos o fazem conscientemente, em troca de ganhos pessoais.
Segue o nosso zootecnista: "Temos em andamento, a questão da lei do Codigo Florestal Brasileiro. Não tenho a menor dúvida que ali está embutida uma desapropriação maciça de terras da agropecuaria brasileira, desapropriação em nome do meio ambiente. Tenho o relatório do comunista Aldo Rebelo... lí a introdução contida nas 36 páginas iniciais... isto é assunto da mais alta relevância...”
Taí porque ainda acredito que resta alguma esperança e que muitas almas ainda se salvam, pensam, agem racionalmente, crescem e podem multiplicar a consciência e atitudes corajosas, humanas de fato, em qualquer ambiente. O heroísmo de cada dia, diferente do “heroísmo” da força bruta que nos é imposta subliminarmente pela propaganda sem freios que apresenta como exemplo, mentes idiotizadas.
Encerrando a lição de Molares do Val: “Existe outra palavra de origem grega que define este governo de indignos: 'caquistocracia' – é quando a oclocracia domina o espírito geral de um povo. Os governantes são caquistocrátas, síntese ou essência do que há de pior.” É isto aí, meu caro zootecnista! O relatório do Aldo Rebelo deve ser levado à votação do novo congresso nacional, em Março. O pessoal do PT vai montar uma barreira pesada ao lado dos ambientalistas e apresentar um texto alternativo.
Quando as ongs ambientalistas entram na parada, pode acreditar que defendem interesses contrários aos interesses Pátrios. Os internacionalistas do PT, vivem no mundo irreal, submissos ou não, fanatizados ou não, cumprem à risca modelos de legislação de interesse dos que querem implantar o governo único na terra, desprezando culturas, valores, territórios, educação e progresso, eliminando de uma vez o resto de senso de liberdade dos indivíduos e das nações.
A aplicação do Código Florestal nos moldes da relatoria, será objeto de um artigo específico. Em princípio a caquistocracia tende, com o controle que tem sobre os votos do congresso nacional, a passar uma vaselina e deixar tudo como antes no quartel de Abrantes. É preciso lembrar que a agro-pecuária, com os grandes investimentos de poderosas empresas multinacionais, significa quase que metade da balança de exportações brasileiras.
Os produtores brasileiros têm muito a aprender com os argentinos, com os franceses, que se mobilizam, vão para as ruas, falam diretamente com a gente nas cidades e mostram tudo quanto os ambientalistas e a caquistocracia que nos governa é incapaz de ver, de sentir e de prestigiar, ampliando a liberdade e motivando a responsabilidade que os agricultores menores sempre demonstraram, conscientes e íntimos com a natureza, sábios e incapazes de matar sua “galinha de ovos de ouro”, seu ganha pão, seu pedaço de chão familiar ou empresarial.
Arlindo Montenegro é Apicultor.
quinta-feira, 6 de janeiro de 2011
Camisa-de-força
Olavo de Carvalho
Diário do Comércio, 4 de janeiro de 2011
Diário do Comércio, 4 de janeiro de 2011
As declarações recentes da Igreja Anglicana do Brasil em favor do Projeto de Lei 122/06 fornecem-nos o exemplo completo e acabado da duplicidade de linguagem a que é preciso recorrer quando se defende o indefensável. Embora o estilo bífido seja o mais notório hábito do demônio, seu emprego não merecendo respeito nem tolerância sobretudo quando praticado em nome da religião, isto não implica, da parte de seus usuários, nenhuma intenção consciente de ludibriar o ouvinte ou leitor. Ao contrário: nos dias que correm, aquela ambigüidade sorrateira, perversa, que encobre com as mesmas palavras as ações mais opostas e contraditórias, já se tornou em muitas pessoas um vício automatizado e quase que uma segunda natureza. Isso não as desculpa de maneira alguma: o mal não se faz menos detestável porque uma rotina entorpecente o tornou indiscernível do bem.
Em si, o documento não tem aquele mínimo de consistência que o tornaria merecedor de uma resposta; está abaixo da possibilidade de ser debatido; só pode ser analisado como sintoma de vícios de pensamento que hoje em dia são gerais e endêmicos na sociedade brasileira.
O objetivo nominal com que se apresenta é contestar, com ares de quem passa pito, algumas objeções correntes àquela proposta legislativa, especialmente as que a vêem como instrumento destinado a limitar severamente a liberdade de expressão.
“Crítica comum ao PLC n.º 122/06 é a de que o mesmo proibiria as pessoas de ‘criticarem a homossexualidade’ (sic) e que implicaria numa ‘ditadura’, numa ‘mordaça’ àqueles que ‘não concordam’ com o ‘estilo de vida homossexual’. Contudo, essas colocações se pautam ou em um simplismo acrítico ou em má-fé de seus defensores.”
Contra essa objeção, alega a Igreja Anglicana que naquele projeto de lei “não há criminalização específica da discriminação não-violenta por orientação sexual ou por identidade de gênero”. Assim, estaria resguardado o direito à crítica: “Opiniões respeitosas, embora críticas, à pessoa homossexual não configurarão crime por força do PLC n.º 122/06”.
Se o leitor suspira aliviado diante dessas observações, faria melhor em notar que elas significam o oposto do que parecem dizer. Prossegue o documento: “Criticar a homossexualidade e não a pessoa homossexual concreta implica em (sic) um discurso segregacionista ... que se equipara a discursos de ódio que não pode ser tolerado.” A redação abominável mal esconde o sentido ameaçador daquilo que pretende vender como inofensivo: você pode criticar o homossexual por qualquer outra coisa – por usar uma gravata berrante, por cometer tantos erros de português quanto o porta-voz da Igreja Anglicana ou por soltar gases no elevador – mas nunca por sua conduta homossexual. Pior: não pode falar mal do homossexualismo em si, genericamente, sem qualquer referência a uma pessoa concreta, pois ser contra o homossexualismo é “discurso de ódio”, obviamente punível pelo PLC-122/06. Mais claramente ainda, o documento afirma que todas as modalidades de discriminação serão castigadas, ainda que “sejam tais ações perpetradas por motivação moral, ética, filosófica ou psicológica.” Quer dizer: a motivação moralmente elevada e a alta elaboração intelectual da crítica ao homossexualismo não a tornarão menos criminosa, nem menos punível.
Notem que aí o conceito de discriminação abrange quatro ações possíveis: agredir, constranger, intimidar e vexar. Vexar, prossegue o documento citando o Dicionário Houaiss, é “causar vexame ou humilhação, sendo vexame tudo o que causa vergonha ou afronta”. Ora, qualquer ensinamento que tente mostrar a um cidadão o caráter imoral ou pecaminoso da sua conduta, mesmo que o faça nos termos mais gentis e carinhosos do mundo, não tem como deixar de lhe infundir um sentimento de vergonha. Mais que vergonha, culpa e arrependimento, que não vêm sem humilhação. Em suma: a simples pregação moral que tente induzir um indivíduo a abandonar as práticas homossexuais já está catalogada de antemão como crime e nivelada às ações de “agredir, constranger e intimidar”.
A permissão de “opiniões respeitosas, embora críticas” é com toda a evidência uma armadilha destinada a proibir toda e qualquer opinião crítica, mesmo moralmente digna e fundada em motivos intelectualmente relevantes.
A própria escolha do adjetivo revela a ambigüidade maliciosa do autor do escrito. “Opiniões respeitosas”, diz ele. Respeitosas a quem e a quê? Respeitosas à pessoa humana somente ou respeitosa aos seus hábitos homossexuais também? É evidente que, se alguém considera um hábito respeitável, não tem por que criticá-lo do ponto de vista moral; se o critica, é porque não o considera respeitável de maneira alguma. Dito de outro modo: você pode criticar o homossexual, desde que aceite sua conduta homossexual como respeitável e superior a críticas e desde que se abstenha de dizer até mesmo alguma palavra contra a homossexualidade em geral.
Chamar isso de mordaça é eufemismo. Mordaça impede apenas de falar, não de pensar. O PL-122/06 não é uma mordaça: é uma camisa-de-força mental que impõe a todos os possíveis críticos do homossexualismo uma obrigação psicológicamente impossível, a de criticar sem críticas. Muito mais que restringir a liberdade de expressão, estrangula a liberdade de pensamento. É uma lei propositadamente absurda, feita na base da estimulação contraditória para instilar na população um estado de perplexidade apatetada, temor irracional e obediência canina. Se esse monstrengo jurídico digno da Rainha de Copas nasceu da pura confusão mental de seus autores ou de um propósito maquiavélico de reduzir o público à menoridade mental, é algo que se pode conjeturar. As duas hipóteses não se excluem – nem no projeto em si, nem na sua apologia anglicana.
http://www.olavodecarvalho.org/semana/110104dc.html
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