Para a Noite
Inclína-te, tu consoladora, suavemente sobre meu coração
Dá-me, silenciosa, o alívio das dores.
Cobre com tuas sombras sobretudo a claridade-
Dá-me o cansaço e a fuga frente ao deslumbramento.
Deixa-me teu silêncio, o refrescante desprendimento
Deixa-me no escuro ocultar o mal
Se a claridade me atormenta com novas faces,
Dá-me tu a força para constante ação.
Hannah Arendt (1925-1926)
Hannah Arendt neste poema vislumbra a noite como um descanso, uma proteção que a consola e conforta, diferente da claridade que a assombra e lhe mostra um lado sombrio do tempo presente. A noite lhe abriga, oculta o mal, a claridade atormenta, apresenta novas faces de um futuro obscuro.
Hannah Arendt, filosofa alemã, judia, fugiu da perseguição nazista em 1933, morando 18 anos em Paris, sendo que em 1951 recebeu cidadania americana.
Em 1963 Hannah acompanhou o julgamento de Karl Adolf Eichmann, responsável pela deportação de milhares de judeus para campos de concentração. O comportamento de Eichmann durante o julgamento foi de total insensibilidade, frieza, indiferença, como sendo normais seus crímes, vendo-os apenas como um trabalho a ser executado, demontrando satisfação de dever cumprido. Esse tipo de comportamento levou Hannah elaborar uma reflexão sobre a banalização do mal. A Alemanha incorporou essa situação com determinadas leis, perseguições e aos poucos foram sendo aceitas como normais até chegar a ponto em que todo um povo estava entorpecido pelo mal, vendo com naturalidade o extermínio de judeus.
Segundo Hannah Arendt o mal banal seria praticamente sem limites pois "pode crescer e devastar todo o mundo, porque ele se alastra como um fungo sobre a superfície".
O que vemos hoje é o politicamente correto travestido muitas vezes de Direitos Humanos, transferindo o mal que há no delinquente para sua vitima. Todos são culpados pelo assassinato, menos o criminoso, que passou a ser vítima do seu algoz, o assassinado. A banalização do mal superou todos os limites a ponto de ser considerado como bom.
Um dos pensamentos hoje que parasita pela mente humana é o Relativismo Cultural, onde o "Bem" significa o socialmente aprovado. Escolhe teus princípios morais segundo aquilo que tua sociedade aprova. O Relativismo Cultural, defende que o bem e o mal são relativos a cada cultura. Como é apresentado pelos relativistas o infanticídio pode ser mal para uma sociedade e um bem para outra, considerando o mal um termo relativo, não existindo verdade absoluta a respeito do bem e do mal.
"O socialismo internacional de hoje busca menos a criação de regimes socialistas do que a implantação de um complexo global de mutações na sociedade civil, na moral, nas relações familiares" Olavo Carvalho.
A mudança de valores está se tornando natural. As pessoas estão anestesiadas, estão aceitando o mal de uma forma natural. O que vemos hoje em nosso país nos mostra a decadência de nossos sentimentos e a depravação dos nossos conceitos morais.
"Tive que aceitar a cadeira de rodas, para não viver uma vida com ódio. Mas a minha é uma condição de prisão perpétua e não tenho como apelar a um tribunal, como ele".
Alberto Torregiani , atingido aos 15 anos no ataque que matou o pai dele.
“É uma ofensa para a Itália e para os parentes das vítimas. Não penso que a amizade entre a Itália e o Brasil possa suportar uma afronta como a que considera como um perseguido político, alguém que o nosso sistema judiciário livre e democrático julgou responsável de vários homicídios de policiais e civis”.
Ignazio La Russa, ministro da Defesa italiano.
As vítimas de Battisti são inúmeras. O relato acima de Alberto Torregiani, filho de umas das vítimas de Cesare Battisti que assistiu o assassinato brutal e covarde do seu pai, como também levou um tiro que o condenou a passar o resto dos seus dias em uma cadeira de rodas.
Cesare Battisti, encontra-se preso no Brasil, porém o governo Lula está para soltá-lo, alegando que seus crímes foram com objetivos politicos. Em breve estará em Copacabana, bebendo um chope bem gelado e não será dificil ganhar alguma verba do Ministério da Cultura, para escrever um livro, falando de suas "lutas"(ou melhor, de seus crimes). Sendo que este marginal foi condenado a prisão perpétua na Itália, mas o governo brasileiro insiste em não devolvê-lo ao seu país.
O apoio de Lula a ditadores é claro. Um exemplo tipíco é a proposta do governo brasileiro a ONU em relação aos países que violam os direitos humanos. O Itamaraty propôs que a organização evitasse censurá-los e procurasse dialogar. Como dialogar com fascínoras? Um desses déspotas, amigo do Lula é o presidente do Sudão, palco de massacres. Várias vezes vimos imagens de crianças esqueléticas famintas, mães sendo estupradas e mortas, vitimas de um governo insano e cruel. Quantas vezes nos emocionamos ao ver imagens tão tristes. Não havendo por parte do Presidente Lula nem uma palavra contrária a esses covardes a não ser que devemos entendê-los e dialogar com os mesmos.
Quanto a Ahmadinejad, presidente o Irã, tem feito uma afirmação indecorosa afirmando que o Holocausto não existiu e seis milhões de mortos foi uma mentira israelense. Como se não bastasse, o bandido com o consentimento dos seus aiatolás afirma seu desejo de varrer Israel do mapa. Isso significa matar milhares de pessoas, milhares de inocentes: homens, mulheres e crianças. Mas para Lula essas afirmações não significam nada. Ele concorda que o Irã tenha sua usina nuclear para fins pacíficos sendo que depois das afirmações de Ahmadinejad, todos sabem que o último objetivo desse monstro não é a paz e sim a destruição.
A banalização do mal se alastra a uma velocidade alarmante em todo o mundo. No caso do Brasil vemos sua força. Um governo que alia-se com os piores fascínoras do planeta, ditadores de países onde não existe direitos humanos, não existem crianças felizes brincando em parques, mas chorando por não terem um lar enquanto e nem mesmo um pedaço de pão para alimentarem-se, não existem jovens em colégios estudando e sonhando com seu futuro e sim jovens armados aprendendo a matar. Temos um presidente que banaliza o mal, que se encanta com o mal. Como diz Hannah Arendt, "o mal se alastra como um fungo", Lula com todas estas amizades ou cumplicidades tem 84% de aprovação e se o aprovam é porque concordam e isto nos leva a crer que o mal está sendo ignorado ou aceito.
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